
À Araucaria bidwillii chamam Araucária da Austrália ou Araucária da Queenslândia (nomes que se atropelam na boca), ou Pinheiro Búnia (um pouco melhor, mas ainda um tanto pálido). O baptismo iluminado, sonoro e expressivo é Búnia-Búnia, sem dúvida: face à pompa e à sugestão tal nome, todos os outros se deveriam humildemente extinguir.
A centena e meia de quilómetros para o interior de Brisbane repousa a Serra das Búnias que, como a de Sintra, não é muito comprida, nem muito larga, nem muito alta. Nos seus picos que pouco ultrapassam os mil metros, entre o Monte Kiangarow e o Monte Mowbullan, também se reúnem e encorpam as nuvens. Hoje acolhe os despojos protegidos de uma velha floresta húmida onde ainda reina a Búnia-Búnia, no recolhimento de um parque natural (o Bunya Mountains Natural Park).
Ao longo de séculos, pelo Verão, os habitantes originais da Austrália rumavam de lugares longínquos à Serra das Búnias, onde se celebravam – e talvez ainda se celebrem – os festejos da Búnia-Búnia, cerimónias tribais em torno destas árvores sagradas. Sendo árdua e cara a viagem aos antípodas, os aborígenes lusitanos deverão em alternativa reunir-se em Monserrate para venerar a sua grande Búnia-Búnia.
A centena e meia de quilómetros para o interior de Brisbane repousa a Serra das Búnias que, como a de Sintra, não é muito comprida, nem muito larga, nem muito alta. Nos seus picos que pouco ultrapassam os mil metros, entre o Monte Kiangarow e o Monte Mowbullan, também se reúnem e encorpam as nuvens. Hoje acolhe os despojos protegidos de uma velha floresta húmida onde ainda reina a Búnia-Búnia, no recolhimento de um parque natural (o Bunya Mountains Natural Park).
Ao longo de séculos, pelo Verão, os habitantes originais da Austrália rumavam de lugares longínquos à Serra das Búnias, onde se celebravam – e talvez ainda se celebrem – os festejos da Búnia-Búnia, cerimónias tribais em torno destas árvores sagradas. Sendo árdua e cara a viagem aos antípodas, os aborígenes lusitanos deverão em alternativa reunir-se em Monserrate para venerar a sua grande Búnia-Búnia.


Não encontrámos, na nossa romagem, as gigantescas pinhas de dez quilos caídas no chão, que têm perturbado os lusitanos mais a norte. Por isso não tem sido possível repetir deste lado do globo a ritual partilha inter-tribal dos grandes pinhões comestíveis. Em vez disso, aspire-se a sua beleza única, contemplem-se as gotículas de resina cintilante que deslizam no seu tronco e recolha-se a relíquia das massas cerosas e aromáticas que essas resinas alimentam, espalhadas na sombra.






























