terça-feira, 2 de junho de 2009

Para os madrugadores de verão



Porque ainda não suavizámos a nossa ignorância meteorológica e porque as nossas rotinas não nos têm levado à Serra nas auroras de verão, parecia-nos que o mar de nuvens era coisa de cem em cem manhãs. Mas se na manhã quente de ontem tivéssemos saído de casa meia hora mais cedo, teríamos deparado com o mesmo espectáculo, e começamos a suspeitar de que se trata de um tesouro oferecido com alguma frequência aos madrugadores desta época do ano. Pelas sete e meia, no entanto, era tarde demais: o mar tinha-se quase dissipado no planalto do norte. Pelo contrário, do lado ocidental, onde há uns dias a Vila Velha permanecia invisível, o nível mais baixo permitia-lhe agora emergir nas franjas de uma névoa que se estendia até ao mar.

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